PRM Detém Homem em Chimoio Por Venda Clandestina de 120 Litros de Combustível

​A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve um cidadão no bairro de Nhamaonha, na periferia da cidade de Chimoio, província de Manica, por fortes indícios de comercialização ilegal de combustível. A operação resultou na apreensão de cerca de 120 litros de gasolina e gasóleo.

Apreensão e Flagrante Delito

​A detenção foi efectuada na área de jurisdição da segunda esquadra da PRM, no âmbito de um patrulhamento de rotina que foi accionado após a recepção de uma denúncia. Ao chegarem ao local, os agentes surpreenderam o suspeito em flagrante delito a transaccionar o combustível.

​O produto altamente inflamável encontrava-se armazenado de forma precária em bidons plásticos (galões), sendo comercializado sem a respectiva licença e com total inobservância das normas de segurança exigidas.

​Confrontado com a situação, o indiciado tentou justificar o método de armazenamento:

“Pus na botija. Era a forma de carregar de onde eu adquiri e onde ia, por isso que estava nos galões, mas o produto não consegui nos galões”, declarou o suspeito.

Origem do Produto e Investigação em Curso

​O porta-voz da PRM em Manica, Mouzinho Manasse, reiterou que a venda clandestina de combustível configura um crime de natureza pública. Relativamente à proveniência do produto apreendido, as autoridades revelaram que existe uma rede envolvida.

“Este, chegado à esquadra, disse que conseguiu o combustível através da cidade da Beira, algumas pessoas compraram lá e mandaram para que ele revendesse aqui na cidade de Chimoio”, explicou o porta-voz, assegurando que as equipas de investigação criminal já estão a trabalhar no caso para desmantelar o esquema.

Alertas Sobre os Perigos da Venda Informal

​Face à recorrência deste tipo de infracções, as autoridades deixaram um sério alerta público. A comercialização informal de combustível acarreta graves consequências, destacando-se:

  • ​O risco elevado para a segurança pública (perigo de incêndios e explosões);
  • ​Os severos danos ambientais resultantes do mau manuseamento;
  • ​O forte prejuízo para a arrecadação de receitas fiscais do Estado.

​A corporação policial reforçou o apelo para que a população continue a denunciar casos semelhantes, recordando de forma categórica que a venda de derivados de petróleo é estritamente reservada a postos de abastecimento devidamente licenciados para o efeito.

Fonte Original: O País

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