SERNIC Aperta o Cerco: Vendedores de Peças Automóveis Sem Comprovativo de Origem Serão Detidos

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) endureceu a sua posição no combate ao comércio ilícito de peças e acessórios de viaturas. A instituição anunciou que passará a prender e responsabilizar criminalmente todos os comerciantes que sejam encontrados a vender material de proveniência duvidosa ou sem os devidos justificativos de origem.

​A medida drástica surge como resposta à contínua comercialização de peças automóveis roubadas na praça, com as autoridades a sinalizarem que vários comerciantes são já considerados reincidentes no negócio de acessórios com histórico criminoso.

​O Balanço das Operações Anteriores

​O aviso das autoridades investigativas ganha peso após as recentes investidas no terreno. Recorde-se que, durante o mês de março, o SERNIC já havia procedido ao desmantelamento de vários pontos de venda clandestinos dedicados à transação de peças e acessórios furtados.

​Esta operação culminou na detenção de 44 indivíduos, dos quais 42 eram cidadãos de nacionalidade nigeriana. As detenções ocorreram precisamente pelo facto de os suspeitos não conseguirem justificar a proveniência dos produtos expostos para venda.

​Reincidência Força Mudança de Estratégia

​Através de uma nota de imprensa a que o Canalmoz teve acesso, o SERNIC faz um balanço das ações no terreno, reconhecendo que, “desde a primeira operação, realizada no dia 28 de fevereiro, foram registados avanços significativos no combate à venda de peças roubadas”. No entanto, a corporação lamenta que ainda “persistem casos de reincidência na prática de crimes de roubo e furto de peças e acessórios de viaturas”.

​Face à insistência nesta prática criminosa, o SERNIC deixa um alerta claro para o futuro: nas próximas operações de fiscalização, a atuação policial não se limitará à mera apreensão dos bens roubados.

​O documento oficial assegura que a instituição vai avançar com procedimentos legais rigorosos para deter qualquer cidadão encontrado a comercializar estes produtos. Os infratores serão posteriormente sujeitos a responsabilização criminal e deverão responder judicialmente pelos crimes de recetação e auxílio material.

(Com base em informações veiculadas pelo Canal de Moz)

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