Filho penhora casa por 100 mil meticais, dívida dispara para 800 mil e mãe acaba despejada sob escolta da UIR

Um caso dramático de penhora imobiliária culminou, esta quarta-feira, num desfecho conturbado no bairro de Matendene, na cidade de Maputo. Uma mulher foi forçada a abandonar a sua própria residência, sob forte presença policial, na sequência de uma dívida contraída pelo próprio filho.

​A Origem do Litígio

​No centro desta polémica está um financiamento que fugiu ao controlo e que, alegadamente, foi feito sem o consentimento da proprietária do imóvel. A situação desenrolou-se da seguinte forma:

  • ​O filho da vítima terá utilizado a casa dos pais como garantia para conseguir um empréstimo inicial de aproximadamente 100 mil meticais.
  • ​Ao longo do tempo, a dívida não foi liquidada e o valor escalou drasticamente, atingindo a marca dos 800 mil meticais.
  • ​Esta escalada financeira desencadeou uma longa e complexa batalha judicial, que resultou agora na perda definitiva do único património da família.

​Operação de Despejo e Indignação Popular

​A execução da ordem de despejo foi acompanhada por um contingente de segurança robusto, envolvendo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e agentes da Unidade de Intervenção Rápida (UIR).

​A presença de forças policiais fortemente equipadas para retirar uma mulher idosa de casa gerou uma onda de revolta e choque entre os moradores e familiares presentes. A população que assistiu impotente à cena manifestou a sua indignação, criticando o que consideram ser um sistema de justiça focado em proteger os credores, deixando as famílias e os cidadãos mais vulneráveis totalmente desamparados.

​Investigações Criminais em Curso

​Apesar da concretização do despejo, o caso está longe de ser encerrado. O SERNIC mantém uma investigação criminal ativa para apurar as circunstâncias em que o negócio foi celebrado. As autoridades procuram esclarecer:

  • ​Possíveis crimes de burla e falsificação de documentos.
  • ​Se a proprietária foi efetivamente vítima de um esquema fraudulento orquestrado por terceiros ou se tinha alguma noção de que o seu imóvel estava a ser usado como garantia bancária.

Fonte: ECO TV

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