O Governo do Irão determinou, nesta quinta-feira (11 de junho), o bloqueio absoluto do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais vitais do planeta para o escoamento global de gás e petróleo. A medida drástica surge como uma reação direta às mais recentes operações militares levadas a cabo pelos Estados Unidos da América na região, de acordo com o posicionamento oficial da autoridade marítima iraniana.
Justificação oficial e impacto na navegação
A decisão foi comunicada formalmente pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, a entidade responsável pela administração e controlo daquela via navegável. Através de uma nota pública, o órgão justificou a suspensão do tráfego:
“Devido às tensões provocadas pela agressão das forças americanas na região, o estreito de Ormuz está fechado até nova ordem.”
O histórico do bloqueio na região
As forças militares iranianas detêm o controlo operacional daquela passagem estratégica desde o despoletar das hostilidades na região, desencadeadas após os bombardeamentos conjuntos coordenados por Washington e Telavive contra o regime de Teerão, a 28 de fevereiro.
Apesar de exercer o domínio sobre a rota desde o início deste conflito armado, o exército do Irão vinha adotando uma postura de tolerância controlada, autorizando até ao momento o trânsito diário de aproximadamente 20 embarcações comerciais. Esse fluxo de navegação fica agora completamente suspenso por ordens superiores das autoridades de Teerão.
Com informações recolhidas a partir da agência Lusa e publicadas pelo Jornal Notícias
