Três indivíduos detidos por suspeita de envolvimento no homicídio do bispo Dom Osório Citora Afonso foram submetidos, nesta quinta-feira, ao primeiro interrogatório judicial perante o juiz de instrução criminal do Tribunal Judicial da Província da Zambézia, com o objetivo de verem as suas prisões legalizadas.
O perfil dos suspeitos e o ambiente no tribunal
O grupo levado às instâncias judiciais é composto por um padre, um guarda e um jardineiro. Os três são apontados pelas autoridades policiais como suspeitos de terem ligações diretas com o crime que abalou a Igreja Católica e gerou uma onda de consternação em toda a sociedade moçambicana.
Até ao início da tarde de hoje, a audiência à porta fechada ainda se encontrava a decorrer, pelo que continuava por se conhecer o veredito final do magistrado relativamente à validação ou não das detenções.
A chegada dos indiciados ao tribunal foi marcada por um forte dispositivo de segurança e vigilância policial. O aparato atraiu a atenção de diversos profissionais de órgãos de comunicação social, que se posicionaram no local para acompanhar passo a passo as decisões judiciais.
Expectativa em torno dos mandantes e da arma do crime
O avanço do caso mantém a opinião pública em suspenso, existindo uma enorme expectativa social para que as autoridades esclareçam dois pontos considerados cruciais nas investigações:
- A identidade dos possíveis mandantes por detrás do assassinato do prelado;
- A origem e a forma como foi adquirida a arma de fogo utilizada para tirar a vida a Dom Osório Citora Afonso.
Fontes próximas do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) adiantaram que a corporação está a equacionar emitir uma comunicação oficial ainda no dia de hoje, detalhando os mais recentes progressos alcançados na linha de investigação.
Informações atualizadas com base na cobertura do jornal O País (11/06/2026)
