Quase um ano após a tentativa de assassinato contra o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Serviço Secreto anunciou a suspensão de seis agentes que estavam diretamente envolvidos na operação de segurança durante o comício em Butler, Pensilvânia, onde o ataque ocorreu.
O incidente aconteceu em 13 de julho de 2024, quando um atirador, Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, armado com um fuzil AR-15, disparou de um telhado próximo ao evento, atingindo Trump de raspão na orelha. O ataque resultou na morte de Corey Comperatore, um bombeiro voluntário que participava do comício, e deixou outras duas pessoas feridas. O atirador foi abatido no local por um agente do Serviço Secreto.
Em entrevista concedida nesta semana à CBS News, o vice-diretor da agência, Matt Quinn, confirmou que os seis agentes foram suspensos por períodos que variam entre 10 e 42 dias, sem remuneração ou benefícios. Após o cumprimento das punições, todos foram transferidos para funções com menor responsabilidade operacional.
Segundo Quinn, a decisão de não demitir os envolvidos visa focar na correção das falhas que permitiram a ocorrência do atentado. Ele reconheceu que houve um “fracasso operacional” e garantiu que a agência está a trabalhar para evitar que situações semelhantes se repitam.
A então diretora do Serviço Secreto, Kimberly Cheatle, renunciou ao cargo em 23 de julho de 2024, dez dias após o atentado. Durante audiências no Congresso, ela classificou o incidente como o pior erro da agência em décadas. Desde então, a instituição passou por mudanças na liderança e iniciou uma reestruturação dos seus protocolos de segurança.
Entre as reformas adotadas estão o uso de drones de vigilância, melhoria na comunicação entre forças locais e federais e a implementação de 21 das 46 recomendações feitas por comissões parlamentares.
A família de Corey Comperatore, especialmente a sua viúva, Helen Comperatore, tem criticado duramente o Serviço Secreto. Em entrevistas recentes, ela afirmou que a falha da agência custou a vida de um inocente e que a punição dos agentes foi insuficiente.
Donald Trump, que segue como pré-candidato à presidência, agradeceu a ação rápida dos agentes que eliminaram o atirador, mas classificou o episódio como “um dia ruim para a segurança”. Ele também homenageou Corey Comperatore, declarando que nunca esquecerá seu sacrifício.
As investigações continuam, e o Congresso americano acompanha de perto a implementação das mudanças, com foco nas eleições presidenciais de 2026, quando a segurança de figuras públicas estará novamente em evidência.
