O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou de forma confidencial uma diretriz que autoriza o emprego das Forças Armadas no combate a cartéis latino-americanos, agora oficialmente designados como organizações terroristas. A medida amplia o escopo da guerra contra o tráfico de drogas, incluindo substâncias como o fentanil, e abre margem para operações militares diretas fora do território norte-americano, com possibilidade de capturar ou eliminar integrantes desses grupos.
A decisão tem gerado intensos debates jurídicos, especialmente pela ausência de aprovação do Congresso para o uso da força militar, pelo risco de infringir normas do direito internacional e pela possibilidade de que tais ações sejam interpretadas como execuções extrajudiciais em contextos sem conflito armado formal. Especialistas ressaltam que a Constituição e as leis norte-americanas impõem restrições significativas a esse tipo de operação.
O plano delineado por Trump envolve sanções econômicas, operações de drones, ações secretas da CIA e iniciativas de pressão diplomática. O ex-presidente chegou a propor incursões militares em território mexicano — sugestão que foi prontamente rejeitada pela presidente Claudia Sheinbaum — reforçando sua postura agressiva no enfrentamento aos cartéis.
