Maputo – O Ministério da Justiça de Moçambique justificou a demora na aprovação do partido liderado por Venâncio Mondlane, atualmente denominado Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), alegando o elevado número de processos semelhantes que a instituição tem analisado.
O partido, anteriormente conhecido como ANAMALALA, foi oficialmente reconhecido nesta sexta-feira, 15 de agosto, após o governo exigir mudanças na denominação. Segundo o assessor político de Mondlane, a alteração do nome fazia parte das exigências legais do Executivo.
O ministro da Justiça, Mateus Saize, explicou que a lentidão se deve ao volume de pedidos de registo de novas formações políticas, o que prolongou o processo de legalização do partido. Com o reconhecimento oficial, a ANAMOLA deverá agora cumprir todos os requisitos legais, incluindo a publicação dos estatutos no Boletim da República, criação de sede e órgãos internos, abertura de conta bancária, obtenção de NUIT e prestação de contas, garantindo assim a participação nas próximas eleições.
A demora na aprovação gerou críticas de Mondlane, que classificou o atraso como uma possível tentativa de silenciar a oposição. O líder político já enfrentou controvérsias durante a sua candidatura à presidência nas eleições gerais de 2024, incluindo contestação dos resultados e alegações de irregularidades eleitorais.
Fonte: LUSA
