Um avião modelo Q400, com a matrícula C9-AUV, aterrou discretamente na noite de sábado (16 de agosto de 2025) no Aeroporto Internacional de Maputo. A aeronave, apresentada pela LAM (Linhas Aéreas de Moçambique) como aquisição própria, chegou sem a cobertura mediática que havia sido anunciada.
O aparelho, que anteriormente era apenas arrendado pela companhia, está envolto em alegações de sobrefacturação. Fontes próximas ao processo indicam que a transação terá rondado os 6,5 milhões de dólares, embora avaliações técnicas sugiram que o valor real não ultrapassaria 1,5 milhão de dólares.
A LAM defende que se trata de uma aeronave “semi-nova”, mas técnicos de aviação contestam essa versão, afirmando que o avião é antigo, conhecido no seio da empresa, e que a sua fiabilidade operacional está longe de ser garantida.
Segundo informações internas, até o Presidente da República, Daniel Chapo, tem demonstrado preocupação com a saúde financeira da companhia de bandeira. No entanto, relatos apontam para a existência de documentos manipulados que podem ter induzido o Chefe de Estado a validar operações pouco transparentes.
Especialistas sublinham que a recuperação da LAM depende de uma reestruturação baseada em clareza e responsabilidade nas suas aquisições e contratos. Para esses analistas, denunciar irregularidades é um passo indispensável para proteger a imagem e o futuro da transportadora aérea nacional.
A chegada do Q400 C9-AUV reacende o debate público sobre a gestão da LAM, numa fase em que a empresa procura reconquistar a confiança dos moçambicanos.
