A companhia aérea sul-africana Airlink esclareceu que não suspendeu a emissão de bilhetes em Moçambique, contrariando informações divulgadas no início da semana, relacionadas com dificuldades no repatriamento das receitas obtidas através da venda de passagens no país.
Segundo a empresa, o que foi comunicado às autoridades foi apenas a possibilidade de uma futura suspensão, caso persista o bloqueio ao repatriamento dos valores arrecadados localmente. Contudo, após o envio da carta que levantava a preocupação, verificaram-se avanços positivos, incluindo um encontro com representantes governamentais e bancários na última segunda-feira (25).
O diretor executivo da Airlink, De Villiers Engelbrecht, afirmou que essas conversações decorreram de forma construtiva:
“Tivemos reuniões de alto nível com as entidades moçambicanas relevantes e acreditamos que, em breve, será encontrada uma solução que permita acelerar o processo de repatriamento das nossas receitas no país.”
A transportadora reafirmou ainda o seu compromisso em manter os serviços regulares que ligam Moçambique e a África do Sul, sublinhando a importância dessas rotas para a mobilidade regional. Atualmente, a Airlink assegura ligações entre Joanesburgo e várias cidades moçambicanas, incluindo Maputo (21 voos semanais), Beira, Nampula, Pemba, Tete e Vilanculo, além de quatro voos semanais da Cidade do Cabo para a capital.
