Ex-presidente do Parlamento da Ucrânia é assassinado em Lviv; Zelensky promete caçada ao atirador

Lviv, Ucrânia — O ex-presidente do Parlamento da Ucrânia, Andriy Parubiy, figura central da Revolução da Maidan de 2014 e defensor do fortalecimento dos laços do país com a União Europeia, foi assassinado neste sábado (30) na cidade de Lviv, no oeste ucraniano. O crime abalou o cenário político e mobilizou uma operação de grande escala para capturar o autor.

Segundo informações da polícia e de veículos internacionais, o ataque ocorreu em plena luz do dia, no distrito de Frankivskyi. O agressor, disfarçado de entregador, aproximou-se de Parubiy e efetuou entre cinco e oito disparos à queima-roupa, fugindo logo depois em uma bicicleta elétrica. Na cena do crime, investigadores encontraram ao menos sete cápsulas de projéteis.

Imagens de câmeras de vigilância confirmaram a dinâmica do atentado, descrito pelas autoridades como “cuidadosamente preparado”. O Ministério do Interior lançou a “Operação Sirena” para caçar o criminoso, enquanto forças de segurança ampliaram o cerco em toda a região.

O presidente Volodymyr Zelensky lamentou o assassinato em uma mensagem publicada no X (antigo Twitter):
“Andriy Parubiy foi morto. Minhas condolências à sua família e aos seus entes queridos. Todas as forças e meios necessários estão envolvidos na investigação e busca pelo assassino.”

Outros líderes também reagiram. O ex-presidente Petro Poroshenko classificou o atentado como “um tiro no coração da Ucrânia”, destacando a importância de Parubiy no movimento pró-europeu e na defesa contra a influência russa.

Parubiy, de 54 anos, tinha uma longa trajetória política. Foi cofundador do Partido Social-Nacional da Ucrânia, deputado por várias legislaturas, secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional em 2014 e, mais tarde, presidente do Parlamento entre 2016 e 2019. Reconhecido como um dos líderes mais firmes contra a Rússia, era uma voz ativa na defesa da integração da Ucrânia à União Europeia e à OTAN.

A morte de Parubiy ocorre em um momento delicado para o país, que continua enfrentando a invasão russa e busca consolidar apoio internacional. Analistas apontam que o crime pode ter forte impacto político e simbólico, tanto pelo perfil da vítima quanto pelas circunstâncias da execução.

Enquanto isso, a polícia ucraniana mantém barreiras em Lviv e promete não poupar recursos até localizar o atirador. O caso já é tratado como assassinato político premeditado, aumentando as tensões no cenário nacional e internacional.

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