A jornalista angolana Hariana Verás, que até recentemente integrava o grupo de correspondentes acreditados na Casa Branca, teve o seu acesso suspenso por alegadas violações às regras de transparência e imparcialidade editorial, segundo informações divulgadas pelo Club K.
As autoridades norte-americanas sustentam que Hariana teria atuado em defesa dos interesses do Governo de Angola, contrariando os princípios exigidos aos jornalistas estrangeiros que cobrem a presidência dos EUA.
De acordo com os regulamentos da Casa Branca, os correspondentes credenciados devem manter independência editorial, declarar qualquer vínculo institucional que possa comprometer a imparcialidade e abster-se de representar governos estrangeiros. A quebra dessas normas teria resultado na revogação do acesso da jornalista à Sala Oval e na suspensão oficial do seu credenciamento.
O Club K acrescenta que Hariana estava associada à TPA e que os custos mensais de sua operação nos Estados Unidos ultrapassariam 18 mil dólares, montante justificado como despesas de estúdio e produção.
