O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anunciou recentemente que novas detenções estão previstas no âmbito de investigações sobre irregularidades que têm afetado a situação financeira, económica e a imagem da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).
Em entrevista à Rádio Moçambique, o governante afirmou que as futuras detenções decorrem das conclusões de auditorias forenses realizadas em 2025, que identificaram práticas puníveis não resolvidas por gestores anteriores. “O que encontramos é resultado de anos de processos mal geridos, que os gestores anteriores não tiveram coragem de corrigir. Nós estamos a tomar medidas para resolver”, declarou Matlombe no programa “Cartas na Mesa”.
O ministro acrescentou que várias empresas ligadas a pessoas suspeitas receberam fundos sem prestar serviços correspondentes. “Muitas dessas firmas nunca prestaram qualquer serviço. Cabe ao Ministério Público proteger os interesses do Estado”, frisou.
Raimundo Matule, Administrador Executivo do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), explicou à publicação “Carta” que as detenções fazem parte do processo de reestruturação da LAM, que se estenderá até 2032. Segundo ele, o plano inclui três fases: emergência, estabilização e desenvolvimento/expansão, com o objetivo de restaurar a saúde financeira e operacional da empresa.
As primeiras detenções neste contexto ocorreram em 26 de fevereiro, conduzidas pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC). Entre os detidos está João Carlos Pó Jorge, ex-diretor-geral da LAM, investigado por alegados crimes de má gestão, peculato e corrupção.
Também foram detidos Hilário Tembe, antigo diretor das operações, Eugénio Mulungo, responsável pela Tesouraria, além de outro alto executivo cuja identidade não foi revelada.
Fonte: A Carta de Moçambique
