Ex-gestores da LAM reagem a partir da prisão e negam responsabilidade pela gestão recente

A antiga equipa de direcção das LAM – Linhas Aéreas de Moçambique manifestou-se publicamente em resposta às acusações relacionadas com a gestão da empresa, afirmando que deixou de ter controlo directo sobre a companhia desde o ano de 2023, período em que a administração passou para outras entidades.

De acordo com informações divulgadas pela CNM Notícias, citando um comunicado dos próprios ex-gestores, estes sustentam que a condução da empresa passou a ser feita através da FMA, sob supervisão do IGEPE e do Ministério dos Transportes e Comunicações.

Segundo o posicionamento apresentado, as principais decisões estratégicas e operacionais passaram a ser centralizadas por estas instituições, o que, na visão dos antigos responsáveis, retira-lhes responsabilidade directa sobre possíveis irregularidades registadas depois dessa fase.

No documento, os ex-gestores defendem ainda que eventuais problemas relacionados com contratos, gestão financeira ou desempenho da companhia devem ser analisados com base na administração exercida a partir de 2023, responsabilizando as entidades que assumiram o controlo da empresa nesse período.

Os antigos responsáveis afirmam também que a deterioração financeira verificada entre 2023 e 2024 deve ser analisada em sede judicial, com uma avaliação detalhada das decisões tomadas durante esse intervalo, incluindo o papel das instituições envolvidas no processo de reestruturação da transportadora aérea.

Segundo a mesma posição, o processo de reestruturação da LAM foi conduzido pelo IGEPE e pelo ministério de tutela, sem participação directa da antiga direcção, o que, no seu entender, reforça a necessidade de uma clara separação de responsabilidades.

O caso envolve ainda referências a figuras públicas como Mateus Magala e Ana Coana, o que aumenta a sensibilidade política do processo.

A antiga direcção conclui que a avaliação das decisões estratégicas e financeiras deve ser feita de forma independente, para garantir que a responsabilização recaia apenas sobre os intervenientes directos em cada fase da gestão da empresa. O caso continua a gerar debate público numa altura em que a situação financeira da LAM permanece sob forte escrutínio público.

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