Dan Reed, o cineasta por trás do polêmico documentário Deixando Neverland, voltou a gerar fortes debates ao disparar duras críticas contra o legado de Michael Jackson e os novos projetos sobre o cantor. Em uma entrevista recente ao The Hollywood Reporter, Reed utilizou termos pesados para descrever o artista e questionar a indústria do entretenimento.
A Comparação com Jeffrey Epstein
Durante a conversa, o realizador afirmou categoricamente que Michael Jackson “era pior que Jeffrey Epstein”. A declaração, que coloca o “Rei do Pop” em comparação direta com o criminoso sexual condenado, rapidamente repercutiu na imprensa internacional e entre os fãs do cantor.
Críticas à Cinebiografia e à Omissão de Fatos
O foco das críticas de Reed também se estendeu à futura cinebiografia de Jackson, que está sendo dirigida por Antoine Fuqua. O documentarista demonstrou profunda indignação com a forma como o filme aborda — ou ignora — a trajetória do músico.
”Como é possível contar uma história autêntica sobre Michael Jackson sem jamais mencionar o fato de que ele foi seriamente acusado de abuso infantil?”, questionou Reed, apontando o que considera uma falha grave de integridade narrativa na produção.
Lucro e “Apagamento” Histórico
Para Dan Reed, existe um movimento coordenado na indústria para apagar as denúncias de abuso sexual infantil em favor de projetos rentáveis e puramente comerciais. Segundo a sua análise, o setor prioriza o entretenimento e o retorno financeiro, optando por ignorar os episódios mais controversos e sombrios da vida pessoal do artista.
O cineasta encerrou as suas declarações com um tom irônico direcionado aos profissionais envolvidos nestas novas produções, afirmando que todos os que participam desses projetos estão apenas focados em “ganhar dinheiro fácil”.
(Com informações do Metrópoles e Política Alagoana)
