Numa cerimónia considerada um marco para a modernização do sistema judicial e para a consolidação do ambiente de negócios no país, o Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saíze, conferiu posse aos primeiros 49 Administradores de Insolvência de Moçambique.
O evento de investidura contou com a presença de familiares, amigos e colegas destes novos profissionais, que actuam em áreas fundamentais como o Direito, a Contabilidade e a Economia.
Transparência e Protecção Empresarial
Durante a sua intervenção, Mateus Saíze destacou a relevância deste acto para a economia nacional. O governante sublinhou que a formalização destes profissionais representa “um passo firme na protecção dos interesses dos credores, bem como da viabilidade das empresas”.
O Ministro foi mais longe, afirmando que a entrada em funções deste grupo inaugura uma nova era no sector empresarial moçambicano, por se tratar de uma clara “aposta na transparência, na imparcialidade e, acima de tudo, em quadros altamente qualificados para o exercício destas nobres competências”.
O Papel do Novo Administrador e a Formação Rigorosa
Entre os profissionais empossados encontra-se o advogado Emílio Nhabai, que enalteceu a iniciativa como uma resposta necessária e uma mais-valia face às recentes actualizações legislativas do país. Segundo o causídico, a capacitação recebida dotou o grupo de ferramentas essenciais e práticas que, muitas vezes, não são abordadas no ensino universitário.
Nhabai clarificou a função prática destes novos quadros: actuar como auxiliares directos dos tribunais, dos credores e dos próprios devedores quando estes enfrentam cenários de crise e dificuldades financeiras.
Sobre o processo de selecção e aprendizagem, o advogado detalhou um percurso altamente exigente, caracterizado por:
- Selecção Transparente: Admissão mediante concurso público e prestação de exames rigorosos.
- Visão Global e Local: Aulas ministradas por especialistas internacionais, garantindo aos formandos um conhecimento aprofundado tanto das práticas globais como da legislação moçambicana em vigor.
O Peso de Ser Pioneiro
Integrar a primeira vaga de Administradores de Insolvência certificados no país traz consigo um misto de satisfação e dever. Para Emílio Nhabai, o estatuto de pioneiro exige um compromisso redobrado com a excelência.
“É, sem dúvida, uma elevada honra, mas também uma grande responsabilidade, porque teremos de servir de referência para os próximos grupos”, concluiu o recém-empossado administrador.
Fonte Original: Evidências
