O condutor indiciado pelo atropelamento que tirou a vida a um agente da Polícia de Trânsito (PT) apresentou-se por iniciativa própria às autoridades policiais nesta quinta-feira. O automobilista encontrava-se foragido desde o momento do sinistro, que vitimou o agente Guimarães Sitoe enquanto este desempenhava as suas funções de serviço.
Fuga, registo de imagens e pressão pública
O trágico acidente ocorreu por volta das 23 horas, momento em que o automobilista colheu o agente e optou por abandonar o local imediatamente, omitindo qualquer tipo de socorro ou assistência à vítima. Dias após o ocorrido, as autoridades divulgaram publicamente imagens do automóvel envolvido no atropelamento, captadas através das câmaras de segurança localizadas na portagem de Maputo.
A ampla divulgação e circulação dessas imagens na praça pública exerceram uma forte pressão sobre o suspeito, elemento apontado como crucial para que o condutor interrompesse a sua fuga e optasse por se entregar às instâncias judiciais.
Declarações do indiciado e da defesa
Em entrevista exclusiva concedida à TV Miramar, o acusado admitiu uma quota de responsabilidade no sucedido, descrevendo o episódio como um trágico acidente. Visivelmente arrependido, o homem aproveitou o espaço para pedir perdão aos familiares da vítima e sublinhou que está totalmente recetivo a colaborar com os órgãos de justiça para o total esclarecimento do caso.
Na mesma linha, o causídico responsável pela defesa, Victor da Fonseca, confirmou a intenção do seu cliente em cooperar ativamente com o decurso do inquérito criminal. O advogado aproveitou ainda o momento para manifestar institucionalmente os seus sentimentos de pesar à família do falecido.
O processo segue agora os canais e trâmites legais previstos na lei moçambicana com vista à respetiva responsabilização penal do condutor.
Com informações adaptadas a partir da cobertura da TV Miramar (Fala Moçambique)
