Plataforma DECIDE denuncia alegado desaparecimento forçado da defensora dos direitos humanos Praise Alokin
A Plataforma DECIDE manifestou solidariedade para com a defensora dos direitos humanos ugandesa Praise Alokin, perante informações sobre o seu alegado rapto, detenção e desaparecimento, ocorrido na noite de 26 de Setembro de 2026, segundo uma declaração urgente emitida pela organização em 27 de Setembro.
A declaração, intitulada “Desaparecimento Forçado da Defensora dos Direitos Humanos Praise Alokin”, recorda que Praise esteve recentemente em Maputo, onde participou no Activist Symposium 2026, realizado de 16 a 18 de Setembro, encontro que reuniu cerca de uma centena de defensores dos direitos humanos, activistas e organizações da sociedade civil provenientes de mais de 20 países.
Segundo a Plataforma DECIDE, a solidariedade partilhada em Maputo não deve terminar com o encerramento do encontro, tendo em conta as informações que agora surgem sobre a situação da activista no Uganda.
Activista terá sido chamada à esquadra
De acordo com as informações recebidas pela DECIDE, Praise Alokin terá sido contactada pela Namungoona Police Station para prestar esclarecimentos sobre uma disputa relacionada com um tapete.
A organização afirma que, ao comparecer voluntariamente na esquadra, Praise terá sido informada de que a Directorate of Military Intelligence (CMI) estaria à sua procura, alegadamente devido a declarações dirigidas ao Comandante das Forças de Defesa do Uganda, General Muhoozi Kainerugaba.
Ainda segundo os relatos recebidos pela plataforma, Praise terá sido posteriormente retirada da esquadra e conduzida numa viatura alegadamente ligada às forças de segurança, identificada pela matrícula UA 875 AG.
A activista teria sido informada de que seria levada para ser “disciplinada”.
Desde então, segundo a declaração da DECIDE, existem sérias preocupações relativamente ao seu paradeiro, situação jurídica e condições de detenção.
DECIDE considera alegações extremamente graves
Na sua declaração, a Plataforma DECIDE considera as alegações “extremamente graves” e defende que qualquer eventual utilização de estruturas de inteligência ou de segurança para deter uma defensora dos direitos humanos deve estar sujeita à lei, ao controlo judicial e às garantias fundamentais aplicáveis a qualquer cidadão.
A organização manifesta, assim, solidariedade para com Praise Alokin e demonstra preocupação com as circunstâncias que envolvem o seu alegado desaparecimento após ter comparecido voluntariamente numa esquadra policial.
A declaração não apresenta, no documento consultado, uma confirmação independente das alegações por parte das autoridades ugandesas, limitando-se a transmitir as informações e preocupações recebidas pela Plataforma DECIDE.
Fonte: Plataforma DECIDE — Declaração Urgente, 27 de Setembro de 2026.
