Um navio petrolífero encontra-se atracado no Porto de Pemba, em Cabo Delgado, transportando cerca de 3,6 milhões de litros de gasolina, numa operação que poderá contribuir para reduzir a actual escassez do combustível na província.
Com a chegada dos 3.600.000 litros de gasolina, espera-se que a situação de falta deste produto seja minimizada nos próximos dias.
Descarga já começou
O navio, que já se encontra no Porto de Pemba, iniciou a descarga da gasolina para as reservas da Petromoc por volta das 11h00 desta segunda-feira.
De acordo com as informações apresentadas pelas autoridades, a previsão é de que o combustível esteja disponível para os consumidores de Pemba e outras zonas no prazo de aproximadamente 24 horas.
IGREME reforça fiscalização
Perante a situação de escassez e o risco de comercialização ilegal, a Inspecção-Geral dos Recursos Minerais e Energia (IGREME), em Cabo Delgado, anunciou que pretende reforçar as medidas de fiscalização para combater a venda e o transporte ilegal de gasolina.
Durante o primeiro semestre do corrente ano, a IGREME apreendeu cerca de 2.200 litros de gasolina que estavam a ser comercializados no mercado paralelo.
No mesmo período, a entidade aplicou multas no valor de 600 mil meticais relacionadas com as infracções detectadas.
Cabo Delgado tem 52 bombas de combustível
Actualmente, a província de Cabo Delgado conta com 52 bombas de combustíveis.
Deste total, 12 encontram-se fora de funcionamento, devido a avarias e às acções dos grupos terroristas, segundo as informações divulgadas pelas autoridades.
A indisponibilidade de parte das infra-estruturas de abastecimento constitui um dos factores que condicionam a distribuição de combustíveis na província.
Informações divulgadas em conferência de imprensa
Estas informações foram partilhadas esta segunda-feira, em Pemba, durante uma conferência de imprensa conjunta entre o Serviço Provincial de Infra-estruturas e a Inspecção-Geral dos Recursos Minerais e Energia (IGREME).
A chegada do carregamento de gasolina surge, assim, num contexto de escassez do produto, enquanto as autoridades procuram reforçar a fiscalização para impedir a sua comercialização e transporte fora dos canais autorizados.
