Um episódio surpreendente está a causar espanto entre os residentes da província de Tete. Uma mulher que havia sido oficialmente dada como morta e sepultada em 2014 surgiu viva nesta semana, provocando perplexidade entre os familiares e as autoridades locais.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia da República de Moçambique (PRM), que se deslocou ao local para apurar os fatos, a cidadã regressou em plena consciência e com aparente boa saúde. No entanto, o paradeiro da mulher ao longo dos últimos dez anos permanece envolto em mistério, uma vez que ela ainda não revelou onde esteve durante esse período.
Apesar de raro, este tipo de ocorrência não é inédito em Moçambique. Um caso semelhante aconteceu em 2017 na localidade de Ionge, no posto administrativo de Maquiavel, distrito de Quelimane, onde uma mulher voltou à vida social após ter sido considerada morta durante quatro anos. Na ocasião, os familiares já tinham até construído a sua campa.
O reaparecimento desta mulher reacende o debate sobre possíveis falhas nos processos de identificação e registo de óbitos no país, além de levantar questões culturais e espirituais em torno do fenómeno.
