
Os Estados Unidos anunciaram esta segunda-feira (29.09) um financiamento de 160 milhões de dólares destinado ao combate ao VIH/Sida e à tuberculose em Moçambique. O montante, revelado pela Embaixada norte-americana em Maputo, enquadra-se no programa PEPFAR Bridge, com duração de seis meses, de outubro deste ano a março de 2026.
Segundo o comunicado, os fundos vão permitir reforçar a testagem, tratamento e prevenção, além de garantir assistência a pessoas já em tratamento. O objetivo é assegurar que a população moçambicana mais vulnerável continue a ter acesso a cuidados de saúde essenciais, num contexto em que o país enfrenta altos índices de infeção.
A decisão surge após um período de incerteza quanto à continuidade da ajuda dos EUA ao setor da saúde moçambicano, sobretudo devido ao encerramento de algumas operações da USAID. O novo apoio pretende não apenas cobrir necessidades imediatas, mas também contribuir para fortalecer os sistemas nacionais de saúde, reduzindo a dependência de Moçambique da ajuda externa.
De acordo com a agência LUSA, esta assistência vai beneficiar milhões de cidadãos, dado que Moçambique continua entre os países com maior prevalência de VIH no mundo, além de enfrentar sérios desafios no combate à tuberculose.
A RTP, que também noticiou o caso, refere que a estratégia norte-americana busca garantir estabilidade no acesso a medicamentos e serviços de saúde, ao mesmo tempo que pressiona para maior eficiência e sustentabilidade local.
O anúncio foi igualmente destacado pela Bloomberg, sublinhando que a medida integra uma política de transição gradual, na qual Moçambique deve assumir progressivamente maior autonomia na resposta ao VIH e à tuberculose.
Este financiamento confirma o compromisso histórico dos Estados Unidos com a saúde pública moçambicana, iniciado há mais de 20 anos através do PEPFAR, programa global de combate ao VIH que já investiu milhares de milhões de dólares em diversos países africanos.
