Homicídio via WhatsApp: Recluso da B.O. assiste “em direto” enquanto mulher mata a própria amiga

Um crime com contornos cinematográficos e cruéis chocou a cidade da Beira, na província de Sofala. Uma mulher de 32 anos confessou ter tirado a vida à sua amiga de longa data, de 42 anos, cumprindo ordens de um “namorado virtual” que se encontra detido na Cadeia de Máxima Segurança, conhecida como B.O.

A Armadilha: Do Romance ao Chantagem

​O pesadelo começou de forma comum: um pedido de amizade no Facebook. A agressora iniciou um relacionamento amoroso virtual com um homem que, inicialmente, escondia a sua identidade criminosa. Após a partilha de conteúdos íntimos, o cenário mudou drasticamente.

​O indivíduo passou a exigir dinheiro e a ameaçar divulgar as imagens à família da mulher. Mais tarde, revelou a sua localização — a cela de uma prisão de alta segurança — e intensificou o terror psicológico enviando fotos de cadáveres, alegando ser o autor dessas mortes para provar que “não tinha nada a perder”.

A Manipulação e o Perfil de “Profeta”

​O recluso conseguiu aceder às redes sociais da namorada virtual e identificou Fátima, uma amiga próxima da vítima. Utilizando uma estratégia perversa, o criminoso:

  • ​Apresentou-se como profeta e curandeiro para ganhar a confiança de Fátima.
  • ​Migrou a conversa para o WhatsApp, onde passou a ameaçar a família dela de morte caso não seguisse as suas instruções.
  • ​Ordenou um encontro presencial entre as duas amigas num local isolado.

O Crime Filmado em Direto

​Ao chegarem ao local combinado, as mulheres foram surpreendidas por dois homens desconhecidos. Sob a coordenação do recluso através de uma videochamada de WhatsApp, as amigas foram submetidas a um ritual de humilhação e violência:

  1. ​Foram obrigadas a despir-se parcialmente e a amarrar-se uma à outra.
  2. ​Foram forçadas a agredir-se mutuamente enquanto o recluso assistia e filmava tudo a partir da prisão.
  3. ​No ato final de crueldade, o homem ordenou que a mulher de 32 anos usasse uma capulana para estrangular a amiga.

​”Assim terminou uma amizade de seis anos”, relata o depoimento sobre o momento em que a vítima foi morta por asfixia.

Desfecho e Confirmação das Autoridades

​Num ato de puro sadismo, o próprio mandante enviou os vídeos do homicídio à família da vítima. Foi este rasto digital que permitiu à polícia localizar e deter a autora material do crime.

​O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) confirmou oficialmente que o mentor do crime está, de facto, detido na Cadeia de Máxima Segurança B.O., validando o relato detalhado pela mulher detida em exclusivo à TV Sucesso.

Fonte: TV Sucesso (Abril de 2026)

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