Adriano Nuvunga no Tribunal: “Estou a ser julgado pela minha militância social”

​O director do Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) e conhecido activista, Adriano Nuvunga, fez um desabafo contundente à saída do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo. Nuvunga afirmou que o processo-crime de calúnia e difamação em que é réu — o mediático caso dos 219 milhões de meticais — não passa de um julgamento contra o seu papel como activista social em Moçambique.

A Origem do Processo e a Defesa de Nuvunga

​O caso remonta a declarações proferidas pelo activista em 2025. Na altura, Nuvunga denunciou supostas irregularidades no processo eleitoral moçambicano, mencionando a recepção de avultadas somas monetárias.

​Em sede de tribunal, o director do CDD manteve a sua posição, esclarecendo que a sua intervenção foi estritamente institucional. Nuvunga explicou que actuou como um intermediário, limitando-se a encaminhar denúncias que recebeu para as autoridades competentes para investigação.

O Argumento do Interesse Público

​Para Adriano Nuvunga, o foco deste julgamento deveria estar na transparência das instituições e não na punição de quem denuncia:

  • Justiça Eleitoral como Direito: O activista defendeu que a matéria em causa afecta todos os moçambicanos e tem um impacto directo na qualidade de vida e na democracia.
  • Exercício de Cidadania: Sublinhou que as suas acções resultam do dever cívico de defender os direitos fundamentais.
  • Agenda: A próxima sessão foi marcada para o dia 4 de Maio de 2026.
  • Expectativa: Espera-se a apresentação de novos elementos de prova antes de o tribunal avançar para a conclusão das audiências.

(Fonte: Checka Moz)

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