Os Estados Unidos da América (EUA) oficializaram, nesta quarta-feira, uma pesada acusação contra o antigo Presidente de Cuba, Raúl Castro. O processo judicial está diretamente relacionado com o histórico abate de duas aeronaves civis norte-americanas por caças da Força Aérea cubana. O ataque resultou na morte de quatro ativistas do “Brothers to the Rescue” (Irmãos ao Resgate), um grupo de cariz humanitário e anticastrista que opera a partir de Miami.
Risco de Pena de Morte ou Prisão Perpétua
Face à gravidade do crime de homicídio que lhe é imputado, o histórico líder cubano pode vir a enfrentar pesadas sanções, que variam entre a prisão perpétua e a pena de morte, caso seja levado a julgamento em território norte-americano.
A postura de Washington é irredutível. O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, confirmou a emissão de um mandado de captura internacional. “Esta é uma acusação formal, foi emitido um mandado para a sua prisão, por isso esperamos que ele apareça aqui por vontade própria ou de qualquer outra forma e vá para a prisão”, declarou o responsável norte-americano.
A Resposta de Havana: “Ação Política sem Base Jurídica”
A reação do regime cubano não se fez esperar e o tom foi de forte condenação. O atual Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, veio a público repudiar o processo instaurado contra o seu antecessor.
Para Díaz-Canel, a acusação norte-americana não passa de “uma ação política, sem nenhuma base jurídica”. O líder cubano acusou ainda os Estados Unidos de estarem a tentar encorpar argumentos falaciosos com o único objetivo de “justificar o desatino de uma agressão militar” contra a ilha. (Com informações da DW / EFE).
