Um casal residente em Maputo veio a público denunciar o desaparecimento misterioso do seu veículo, um Toyota Prado dourado, com a chapa de inscrição AJM-030-MPV. O automóvel sumiu após ter sido confiado a uma agência local, com o duplo propósito de ser colocado para aluguer e posterior revenda.
O Início do Acordo e as Primeiras Falhas
De acordo com o relato dos lesados, o processo iniciou-se de forma aparentemente segura e legal, com a assinatura de um contrato entre as partes. A agência automóvel tranquilizou os proprietários, assegurando que o veículo seria entregue a um “cliente da casa”, descrito como sendo de extrema confiança. No entanto, as anomalias não tardaram a surgir.
Embora a informação inicial indicasse que o destino da viatura seria a cidade sul-africana de Nelspruit, o casal descobriu, através do sistema de localização, que o Prado se encontrava, na verdade, em Joanesburgo.
Desculpas Insólitas e a Remoção do GPS
O cenário agravou-se quando o sinal de rastreamento do veículo desapareceu subitamente. Ao questionarem a agência, os proprietários receberam uma justificação que consideraram “sem sentido”: foi-lhes dito que o cliente “estava a ouvir música” e que isso teria descarregado a bateria do carro.
Com o passar dos dias e sem o regresso da viatura, a situação tomou contornos criminais. O casal foi informado de que o Prado estaria numa oficina mecânica. Uma equipa chegou a ser enviada ao local onde o último sinal havia sido emitido, mas o relatório confirmou o pior dos cenários: o dispositivo de rastreamento havia sido deliberadamente extraído do veículo.
Suspeitas de Rede Organizada e Fuga a Responsabilidades
Face às informações contraditórias prestadas pela agência, as vítimas acreditam ter caído numa burla, suspeitando da existência de uma rede altamente organizada e focada no desvio de viaturas.
O desespero dos proprietários aumenta perante a postura da empresa fornecedora do sistema de rastreamento. O responsável pela tecnologia alegou não poder assumir qualquer responsabilidade pelo desaparecimento do Toyota. Esta recusa indignou o casal, uma vez que a empresa em questão faz publicidade alegando ter capacidade para recuperar veículos roubados “em toda a África Austral”.
Num misto de revolta e impotência, o casal deixou um desabafo:
“Entregámos o carro com confiança, hoje ninguém assume responsabilidade e o Prado continua desaparecido.”
