O Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e da Ordem Pública da Guiné-Bissau anunciou que, neste momento, não estão reunidas as condições de segurança necessárias para garantir o regresso ao país do antigo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.
A decisão consta de um comunicado divulgado na quinta-feira, 1 de Outubro de 2026, depois de o comando militar analisar a situação nacional e o actual contexto de segurança. Segundo as autoridades militares, a medida baseia-se exclusivamente em razões relacionadas com a segurança nacional, preservação da ordem pública e prevenção de situações que possam comprometer a estabilidade e a tranquilidade social.
Embaló tinha anunciado regresso para 4 de Outubro
A decisão surge poucos dias depois de Umaro Sissoco Embaló ter anunciado o seu regresso à Guiné-Bissau para 4 de Outubro. O antigo chefe de Estado, que se encontra fora do país desde a tomada do poder pelos militares, também manifestou a intenção de participar nas eleições presidenciais previstas para 6 de Dezembro de 2026.
O Alto Comando Militar afirma agora que, após a análise da situação política, social e securitária, não existem condições para assegurar o retorno de Embaló ao território nacional.
Restrições a manifestações políticas continuam
Na mesma comunicação, os militares reiteraram que continuam em vigor as medidas de segurança estabelecidas no âmbito da Transição Política, incluindo as restrições à realização de manifestações, concentrações e outros encontros de natureza política.
As autoridades advertiram ainda que qualquer acto de desobediência ou incumprimento das determinações anunciadas será da responsabilidade dos respectivos autores, ficando sujeito às consequências previstas nas normas em vigor.
O Alto Comando apelou igualmente à população e à comunidade internacional para que mantenham a calma e a cooperação, com o objectivo de contribuir para a preservação da paz, segurança e ordem no país.
A decisão ocorre num contexto político particularmente sensível na Guiné-Bissau, onde os militares assumiram o poder em Novembro de 2025 e mantêm restrições sobre actividades políticas durante o período de transição.
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