Mondlane: De acusado de terrorismo a membro do Conselho de Estado

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Venâncio Mondlane, figura de destaque da oposição moçambicana, já esteve no centro de graves acusações por parte do Ministério Público, incluindo incitamento ao terrorismo. Apesar desse histórico judicial, o político foi empossado como membro do Conselho de Estado pelo presidente Daniel Chapo, em meio a críticas e forte polêmica nacional.

No ano de 2025, Mondlane chegou a ser formalmente acusado de cinco crimes: apologia pública ao crime, incitamento à desobediência coletiva, instigação pública a um crime, instigação ao terrorismo e incitamento ao terrorismo. Juristas advertiam na altura que a acusação mais grave poderia significar até 24 anos de prisão. As autoridades alegavam que os apelos do opositor à “revolução” através das redes sociais haviam mergulhado o país em “pânico e caos”.

Mondlane sempre rejeitou essas acusações, classificando-as como perseguição política. Em resposta, acusava o governo de praticar “terrorismo de Estado”, apontando a repressão violenta das manifestações pós-eleitorais que resultaram em centenas de mortos.

Agora, a sua nomeação para o Conselho de Estado desencadeia reações acaloradas. Críticos ironizam o contraste, chegando a afirmar que Moçambique testemunha o caso inédito de “um ‘terrorista’ empossado como conselheiro do Presidente”. A frase ecoa nas redes sociais e traduz o ambiente de forte polarização política que marca o país. Ler mais…

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